13.4.12

Pensamentos aleatórios: "momento Avestruz"

E daí que minha amiga Ju posta assim no Facebook:
“E vc pega um táxi com o escudo do FLUMINENSE no retrovisor. Seu filho:
- Moço, você sabia que você é um poooouco viadinho?".
- Joãããoooo!!!!!!!!!!!
- Ué, mãe. Mas ele é tricolor também, igual aos outros!”

Isso me fez refletir que todas nós mães passamos por esses “momentos avestruz” na vida.
O meu pior foi o seguinte: como vcs sabem eu moro na roça. A minha estrada tem asfalto no meio, mato de um lado, mato de outro.
Eis que numa linda e ensolarada tarde de verão, saímos eu e a criança para observar bichinhos (besourinhos, micos e tal) na estrada.
Acontece que a minha estrada, é o caminho di-á-rio de um travesti desses que são muito, mas muito travesti mesmo. O layoutinho é o seguinte: magérrima, alta, moreníssima,com um cabelo a La Gal Costa que ela anda  preso em um rabo de cavalo sempre com uma flor bem grande enfeitando. A blusa é sempre pela metade. Barriguinha de borboleta sempre a mostra. Maquiagem sempre carregadíssima a La Amy (yes, yes,yes, essa mesma, a falecida) a qualquer hora do dia. Resumo da ópera: impossível passar despercebida.
E como era impossível não perceber, Laís percebeu, olhou pra mim e disse naquele volume bem baixinho característico na minha família meio baiana-meio italiana: - Mãe, olha que mulher mais esquisita!
Se eu estivesse em um shopping cheio eu tranquilamente ficaria olhando fixamente para uma vitrine e fingindo que desconhecia aquele pequeno ser que, certamente estava me confundindo com a mãe dela,olha que gracinha! Mas não gente, era minha estrada. Lá na roça, com mato de um lado, mato do outro, eu, Laís, o traveco e os bichinhos por testemunha!

Só me restou catar um buraco pra tentar me fazer de avestruz, mas cadê? Nem isso! Nem isso! 
 
Ai que inveja desse carinha!!
 

Um comentário:

Ju disse...

Ah, mas esse guri teve a quem puxar. Na idade deles, euzinha aqui vi um travesti como este da Lalá, porém na minha frente, dentro do ônibus (naquele silêncio mortal). Eis que, no auge da minha dúvida sobre o sexo do cidadão, perguntei:

"- ô moço, mas vc tem pinto?"

O trocador berrava de tanto gargalhar, todo o ônibus fez coro e o pobre coitado desceu no ponto, sem nda falar.